William Mendonça
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22/07/2011 21h00
BALAIO GERAL 003 – 22/07/2011

BOAS E MÁS NOTÍCIAS

O verdadeiro ícone da guitarra Eric Clapton, que vai se apresentar no Brasil em outubro, confirmou mais uma apresentação no Rio de Janeiro, já que a primeira noite (9 de outubro) já está com todos os ingressos vendidos em menos de dois dias. Essa é a boa notícia, afinal, mais uma oportunidade para assistir Clapton é algo a se comemorar. A má notícia são os preços para o show, que acontecerá no HSBC Arena. Muita gente vai se apoiar naquela de pagar meia-entrada, mas é bom ficar ligado, porque as vendas começam em 30 de julho, no site Livepass, no próprio HSBC Arena (Av. Embaixador Abelardo Bueno, 3401), no Posto Piraquê (Av. Borges de Medeiros s/n – Lagoa), Posto Bougainville (Rua Uruguai, 48 – Tijuca) e telefone 4003-1527. Quer saber os preços para o show extra, de 10 de outubro, então aí vai a lista:  R$ 950,00 (cadeira premier), R$ 720,00 (cadeira vermelha e camarote), R$ 600,00 (cadeira roxa), R$ 560,00 (cadeira azul), R$ 480,00 (cadeiras branca e rosa), R$ 420,00 (cadeira amarela e nível 1), R$ 340,00 (cadeira verde), R$ 280,00 (cadeira laranja), R$ 240,00 (nivel 3).

 
SAFRA DE 1991
Kid Vinil, em sua coluna no Yahoo, fez um interessante histórico dos discos que completam vinte anos em 2011. A chamada safra de 1991 traz o incomparável "Nevermind", do Nirvana, como principal lançamento, um disco que encontrou Kurt Cobain no máximo de sua criatividade e eficiência como guitarrista e vocalista. Quem já assistiu ao programa "Álbuns históricos" sobre o "Nevermind" vê que ele chegou exatamente aonde deveria - virou um marco no rock. Mas 91, como nos lembra Kid Vinil, o eterno vocalista da banda Magazine, teve outros discos marcantes - "Arise", do Sepultura, que levou o grupo brasileiro ao estrelato internacional, o ambicioso e irregular "Use your illusion 1 e 2", do Guns n'Roses, "Achtung baby", do U2, "Ten", do Pearl Jam, "Out of time", do R.E.M., e vários outros. Uma época, lembrem-se crianças, em que ninguém lançava disco primeiro na internet, em que ninguém tinha celular com MP3, até porque o MP3 nem existia, em que você ainda conseguia o vinil ou o K-7 do seu disco preferido - pois é, de lá para cá, foram vinte anos de revolução.
 
POTTER NA CABEÇA
O último filme da saga de Harry Potter chegou como um tsunami aos cinemas brasileiros, sem saber de ninguém que já estava em cartaz. No fim de semana de estreia, foram quase R$ 18 milhões de arrecadação, um público de mais de um milhão e meio de pessoas. Para se ter uma ideia do que isso representa para o mercado brasileiro, "Harry Potter e as relíquias da morte - parte 2" foi responsável por 62% do arrecadado no fim de semana de 15 a 17 de julho, em todos os cinemas do país - a melhor abertura do ano em público e renda. Ainda falta muito para atingir aos quase R$ 49 milhões arrecadados pelo quarto filme da série "Piratas do Caribe", que ainda está em cartaz e chegou a mais de 4,4 mil espectadores, mas o filho mais querido de J. K. Rowling vai longe. Nos EUA, Potter arrecadou U$ 168,5 milhões no fim de semana de estreia.
 
NOVOS BAIANOS
Um filme interessante que estreia neste fim de semana, que vale a pena assistir (se você conseguir encontrar, já que são poucas cópias) é "Filhos de João, Admirável Mundo Novo Baiano", um documentário produzido em 2009, dirigido por Henrique Dantas. O filme mostra a efervescência do movimento musical brasileiro no final dos anos 60 e início dos 70, sob a ótica do tropicalismo e, especialmente, do grupo musical Novos Baianos - uma espécie de comunidade hippie-axé-sonora composta por Baby Consuelo (hoje Baby do Brasil), Pepeu Gomes, Moraes Moreira, Paulinho Boca de Cantor e Galvão . Vale muito conhecer imagens inéditas de arquivos dos próprios músicos, ouvir histórias sobre os tempos loucos, em que o Brasil amargava a sua pior ditadura, e acompanhar a influência de gente como João Gilberto e Tom Zé sobre essa turma. O próprio Tom Zé está lá, com aquela lucidez que só os gênios tem.
 
BOLA FORA DA CAIXA
Qual o limite para a influência de um patrocinador sobre um evento que apóia? É a pergunta que cineastas, críticos de arte e gente de cultura em geral está se fazendo agora, depois da decisão da diretoria da Caixa Econômica Federal de forçar a não exibição do longa-metragem "A Serbian film - terror sem limites", no RioFan, Festival de Cinema Fantástico do Rio de Janeiro, que é patrocinado pelo banco estatal. O mal-estar causado pela decisão da Caixa levou a Associação Brasileira de Críticos de Cinema a lançar uma nota de repúdio ao veto ao filme do diretor sérvio Srdjan Spasojevic. Diz a nota: "A Abraccine defende a liberdade de expressão cinematográfica e o direito de os espectadores interessados assistirem aos filmes que lhes convêm, acreditando não caber a instituições públicas ou privadas a definição sobre o que deve ou não ser visto. A responsabilidade sobre programação e observação à classificação etária de filmes apresentados num festival de cinema é da organização do evento, devendo a ela serem dirigidas eventuais questões controversas, sem, para isso, ser utilizado o ato de censura prévia (inexistente no país) a um determinado trabalho artístico". O filme já foi exibido em dois outros festivais brasileiros, no Maranhão e no Rio Grande do Sul.
 
ROCK IN RIO
A partir da meia-noite deste sábado, 23 de julho, começa a venda de ingressos para o dia extra do Rock in Rio, que vai acontecer em 29 de setembro. A nova data, que foi confirmada na semana passada pela organização do festival, terá Stevie Wonder, Jamiroquai, Janelle Monáe, Ke$ha, Joss Stone e ainda um tributo à Legião Urbana, com os remanescentes da banda de Brasília, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá. Os ingressos custam R$ 190 (inteira) e R$ 95 (meia-entrada) e cada CPF poderá comprar até quatro unidades, sendo apenas uma meia-entrada. As compras podem ser feitas pelo www.ingresso.com. 
 
RIO JÁ TEM SALA IMAX
O UCI do New York City Center, na Barra da Tijuca, abre nesta sexta, dia 22, a primeira sala de cinema IMAX do estado do Rio. Para a estreia, como não podia deixar de ser, a rede UCI vai exibir “Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2”, em cópias dubladas e legendadas e ingressos com preços de R$ 11 a R$ 34. O espaço tem capacidade para 350 pessoas e a tela IMAX, que vai do chão até o teto da sala, serve para ampliar ao máximo o campo de visão do espectador, que tem a sensação de estar dentro do filme. Para se ter uma ideia da diferença, os cinemas com a tecnologia IMAX possuem telas com 16 metros de altura por 22 metros de comprimento, enquanto nos cinemas normais as dimensões são 12 metros de largura por 20 metros de comprimento dos cinemas normais. Os filmes IMAX são gravados e impressos em filmes de 70mm, enquanto os longas-metragens convencionais são impressos em filmes de 35mm, para evitar distorções na imagem em virtude das dimensões da tela. 
 
OBRA-PRIMA?
Dizem os sábios que quando um autor se mete a falar, e pior, elogiar a própria obra, não só incorre na sempre desagradável falta de modéstia, como quase sempre fala bobagem. É o caso de Gilberto Braga, autor da novela das 9 de Globo, que decretou: "Insensato Coração é minha obra-prima". Então, chegamos à conclusão de que a direção da novela, ou os atores, ou mesmo a parte técnica, alguém por lá vacilou feio, pois conseguiram transformar a obra-prima de Gilberto Braga em uma coisa sem pé nem cabeça, com situações forçadas e vilões bidimensionais que parecem ter saído de uma revista em quadrinhos ou de uma fotonovela (alguém ainda lembra disso?). Não há profundidade na trama de "Insensato coração", que ainda teve alguns problemas sérios na escalação de elenco. Todo mundo sabe de Gabriel Braga Nunes e Paola Oliveira não eram as primeiras, nem as segundas escolhas para seus personagens. Glória Pires se esforça, mas sua Norma não chega a empolgar. Alguém que escreveu marcos na telenovela brasileira, como "A Escrava Isaura", "Dancin Days", "Água viva" e "Vale tudo" não pode ser tão leviano com a própria obra.
 
SANDÁLIAS DA HUMILDADE
O maior ator do século XX – façam os críticos quantas listas quiserem – foi Lawrence Olivier. O inglês que se notabilizou pelos papéis shakespearianos e por ter conseguido pela primeira vez levar com sucesso as obras do bardo para o cinema, faz uma autocrítica muito interessante em sua biografia “Ser ator”. Quando tinha 70 anos e já era o mito dos mitos, Olivier, também diretor do National Theather, foi para o palco fazer o judeu Shylock de “O mercador de Veneza”. Nos primeiros ensaios, um jovem diretor criticou a forma como Olivier estava montando o papel, que parecia “Olivier fazendo Olivier”. Chocado com a crítica, coisa que não era comum, ao invés de bradar contra o jovem, ou demiti-lo da companhia, o mestre resolveu reexaminar a composição de personagem que tinha feito e, convencido de que o diretor estava certo em sua crítica, começou o trabalho do zero, como se fosse um ator iniciante em seu primeiro papel de destaque. Calçou as sandálias da humildade e, como se diz no futebol, percebeu que “ninguém joga só com o nome”. Boas lições de uma fera do teatro.
 
PREÇO POPULAR
Neste domingo, dia 24, uma oportunidade interessante para curtir o Theatro Municipal do Rio em um programa de música clássica a um preço realmente popular: R$ 1. Quem tiver disposição para chegar pelo menos uma hora mais cedo para o evento (que começa às 11 da manhã) e enfrentar aquela fila tradicional, com certeza não vai se arrepender. A programação terá um dos compositores mais espetaculares da música universal – Mozart. A obra escolhida é a Serenata para cordas N. 13 em Sol maior, K. 525 “Eine kleine Nachtmusik”. E para provar que música clássica não tem fronteiras nem sotaques, a obra será executada pela Orquestra Capella Bydgostiensis, da Polônia, com regência de José Maria Florêncio. Mas o programa ainda reserva outras obras interessantes: “Serenade”, de Elgar, “Danças romenas”, de Bartók, “Música para cordas”, de Ernani Aguiar e “Orawa”, de Wojciech Kilar.
 
EXEMPLOS DE PAULÍNIA
Acabado o Festival de Cinema de Paulínia, é bom falar, especialmente para quem administra Itaboraí, Tanguá e outras cidades que serão agraciadas com o Complexo Petroquímico que está sendo implantado pela Petrobrás, de como uma cidade dá a volta por cima usando a cultura como foco. Recebendo recursos de uma importante refinaria, que levou milhares de pessoas à cidade (que inflou repentinamente), Paulínia se viu com o dilema que Duque de Caxias já enfrentou (e perdeu) e as cidades citadas vão encarar logo, logo: o dinheiro do petróleo é ótimo, os problemas que vêm com ele são enormes. Em dado momento, os administradores da cidade paulista perceberam que não dava para seguir a vida apenas como “a cidade-refinaria” e decidiram apostar numa coisa inusitada: o cinema. Sim, o cinema. Hoje, o pólo cinematográfico de Paulínia é o que movimenta a cidade o ano todo – hotéis sempre cheios, com as equipes que vão rodar filmes por lá, créditos em oito entre dez produções do cinema nacional, um festival de prestígio que paga altos prêmios, emprego para hotelaria, transportes, infra-estrutura, comércio. Tudo isso, só apostando na cultura.
 
KIRK OU ROBOCOP?
O ator Chris Pine, de repente, virou a bola da vez quando se quer um herói de ação. Visto recentemente no adrenalínico “Incontrolável”, Pine estrelou o reboot na série Star Trek (Jornada nas Estrelas, para nós da antiga), como o interminável Capitão Kirk. E já está confirmado para o chamado “Episódio 2”, que está em produção, terá a direção de J. J. Abrams (criador de “Lost”) e tem lançamento previsto para meados de 2012. Agora surgem rumores de que, depois de descartarem vários atores de maior nome e cachê (como Tom Cruise e Keanu Reeves), os produtores da refilmagem de “Robocop”, clássico de Paul Verhoeven de 1987, querem Pine para o papel. No original, um policial, interpretado por Peter Weller, é dado como morto e transformado em um robozão pronto para descarregar as armas em cima dos bandidos. O novo filme, ao que tudo indica, terá a direção de José Padilha, que tem no currículo nada menos que os dois “Tropa de Elite” e o “Ônibus 174”. Seria o primeiro trabalho hollywoodiano de Padilha, que lida de forma bem original com o tema da violência. Resta saber se Chris Pine vai dar conta de tantos projetos de peso em pouco mais de um ano.
 
BARBIE ESTÁ ÓRFÃ
Elliot Handler, o criador da fábrica de brinquedos Mattel e da boneca mais famosa do mundo, a Barbie, morreu no final da noite de quinta-feira, dia 21, aos 95 anos. Ele foi internado às pressas e morreu por falha cardíaca. A Mattel informou o falecimento de Handler através de comunicado, nesta sexta-feira. Handler, e sua mulher Ruth, falecida em  2002, fundaram a Mattel em 1945. O que era um negócio familiar chegou ao posto de um dos maiores fabricantes de brinquedos do mundo, principalmente pela criação da Barbie em 1959. A boneca, que muitas vezes é acusada de símbolo do machismo, com pernas desproporcionalmente longas e busto muito alto, virou, também, um símbolo da cultura pop e diverte crianças há várias gerações. Handler também foi responsável pela criação dos carrinhos Hot Wheels, outro campeão de vendas em todo o mundo. Ele usou os nomes Barbie e Ken (o eterno noivo da boneca) em homenagem aos filhos Bárbara e Kenneth (falecido em 1994).
 
 
NOTA EXTRA: A MORTE DE AMY
Como já está virando uma espécie de tradição mórbida nesta coluna, diga-se de passagem totalmente involuntária, somos obrigados a trazer uma nota extra, em virtude da surpresa do fato em questão: a morte da cantora inglesa Amy Winehouse, que ocorreu hoje, há poucas horas, em Londres. Ela foi encontrada em seu apartamento, e, apesar de ter sido confirmado o óbito pela polícia local, ainda não se tem a confirmação da causa. Considerada a melhor voz surgida nos anos 2000 - seu primeiro disco é de 2003, com forte influência jazzística - Amy Winehouse quase deixou ofuscar o próprio talento pelas polêmicas em que se envolveu, desde o uso de drogas a bebedeiras homéricas e brigas nos bares da capital inglesa. Entretanto, o disco "Back to black", de 2006, é sério candidato a disco clássico, pela força do repertório e a voz da intérprete - que também tocava piano e compunha canções de grande intensidade. No início deste ano, Amy Winehouse esteve no Brasil para algumas apresentações, que chegaram a ser criticadas por serem muito curtas, mas que provaram a resistência incrível da voz da cantora aos excessos que cometia. Ela é mais uma figura pop a engrossar o clube dos astros mortos em circunstâncias estranhas aos 27 anos - podemos citar o bluesman lendário Robert Johnson, a voz Janis Joplin, o mestre da guitarra Jimi Hendrix, o xamã Jim Morrison, Brian Jones do Rolling Stones e Kurt Cobain, o maior astro do rock dos anos 90. (23/07/2011 - 15:30 h)

Publicado por William Mendonça em 22/07/2011 às 21h00
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17/07/2011 10h38
BALAIO GERAL 002 – 17/07/2011

HARRY POTTER

Neste fim de semana, não há como deixar de falar de Harry Potter. A estreia mundial do último filme da saga, “Harry Potter e as relíquias da morte – Parte 2”, aconteceu na sexa-feira, dia 15, e milhões de pessoas, a esta altura, estão se acotovelando nas filas e salas de exibição. O Brasil, que entrou definitivamente no roteiro das grandes estreias, recebeu um dos jovens astros da série – Tom Felton, que interpreta o vilão Draco Malfoy. Ele causou alvoroço em frente ao Copacabana Palace, onde está hospedado, e no Morro da Urca, onde 600 fãs assistiram à primeira exibição do filme no país. A história no cinema seguiu neste oitavo filme a política de fazer algumas mudanças em relação ao livro, mas manter o fio condutor da trama criada por J. K. Rowling. O embate final entre Harry (Daniel Radclife) e o bruxo que matou seus pais (Ralph Fiennes) tem tons de guerra e tragédia – a autora não pegou leve só porque escrevia para um público jovem e o diretor David Yates reforçou este aspecto com muito drama e um visual sombrio. O certo é que nas próximas segundas-feiras, “Harry Potter e as relíquias da morte – Parte 2” vai estar encabeçando as listas das maiores bilheterias ao redor do mundo.
 
ANIMA MUNDI
Já quem prefere um programa de cinema menos “blockbuster”, para curtir sozinho, em turma ou em família, tem uma ótima opção durante a semana. Vai até o dia 24 o Anima Mundi, maior festival de animação das Américas e um dos 3 mais importantes do mundo. Serão mais de 400 filmes de animação, nos mais variados formatos, origens e tendências. Quem quiser colocar a mão na massa, pode participar das diversas oficinas do Estúdio Aberto – inclusive para crianças. O festival está em seu 19º ano e é uma verdadeira maratona para quem gosta de cinema de animação – com debates, workshops e o 6º Anima Fórum, um seminário profissional. No Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), o evento ocupa os cinemas I e II, o auditório e o Teatro II.
 
ESTÉTICA PUNK
Por falar em CCBB, o térreo e o segundo andar do Centro Cultural foram tomados pela exposição “I am a cliché – ecos da estética punk”, que resgata a gênese plástica do punk, com a visão de 12 artistas consagrados sobre a metamorfose da imagem dentro da estética do movimento. O Punk – uma reação musical, comportamental e política ao rock grandiloquente de meados dos anos 70 e ao conservadorismo vigente – se apoiou fortemente no choque estético para passar sua mensagem. No dia 12 aconteceu um encontro entre o público e a curadora da mostra, Emma Lavigne. “I am a cliché” (título emprestado de uma música da banda X-Ray Spex) fica no CCBB até 2 de outubro e traz preciosidades comoi a coleção de capas de discos de Thierry Planelle e obras de gente como Andy Warhol.
 
ARQUEOLOGIA
A descoberta de novos sítios arqueológicos e o aumento do volume de material coletado e catalogado fez com que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) anunciasse a implantação de um Centro Arqueológico no Rio de Janeiro, até o final de 2012. O local – um palacete histórico na Praça da República – já está sendo restaurado e adaptado para receber o centro. No estado do Rio, já estão catalogados 962 sítios arqueológicos, mas esse número vai crescer nos próximos anos. Somente na área onde está sendo instalado o Comperj, em Itaboraí, foram descobertos 41 sítios arqueológicos – e há um total de 140 no estado em fase de implantação.
 
LÔ E SAMUEL
Vai pintar por aí em breve um CD/DVD reunindo os parceiros Lô Borges e Samuel Rosa. Mineiros frutos de duas gerações musicais diferentes – Lô do Clube da Esquina, nos anos 70, e Samuel do rock brasileiros do final dos anos 80 – eles encontraram pontos de identificação no trabalho. Samuel, líder do Skank, já produziu e tocou em discos de Lô e os dois tiveram parcerias em canções de sucesso, como “Dois Rios”. No dia 15, aniversário de 45 anos do cantor do Skank, a dupla subiu ao palco do Palácio das Artes, em Belo Horizonte, para apresentar seu novo projeto – um show em que fazem releituras de clássicos da MPB. Os dois continuam compondo juntos – há duas parcerias no novo disco de Lô, “Horizonte vertical”, que será lançado neste ano, inclusive a faixa título. O show, segundo eles, é uma celebração da amizade com muita música. 
 
NOITE EXTRA
A organização do Rock in Rio anunciou os artistas nacionais e internacionais que farão parte da noite extra do festival, que vai acontecer em 29 de setembro. Como já virou moda, quase nada de rock – quem sobe ao palco são artistas identificados com uma das irmãs do rock, a soul music. Destaque para o insuperável Stevie Wonder, o multi-instrumentista autor de alguns dos maiores sucessos dos últimos trinta anos, a inglesa Joss Stone e seu vozeirão, a banda Jamiroquai, que leva a influência soul às pistas de dança, e a cantora Janelle Monáe. O rock – mas com tratamento sinfônico – fica por conta do Concerto Sinfônico Legião Urbana, composto pela Orquestra Sinfônica Brasileira, com dois integrantes originais da banda de Brasília, o baterista Marcelo Bonfá e o guitarrista Dado Villa Lobos, além de vários convidados, na abertura da noite no palco principal. Para acompanhar a Legião Urbana você, leitor, nunca pensaria em Jamiroquai, Janelle Monáe ou mesmo no mestre Stevie Wonder, mas, fazer o que, é Rock in Rio e isso já faz parte da festa.
 
ROCK BRASÍLIA
O filme “Rock Brasília: Era de Ouro”, de Vladmir Carvalho, foi o vencedor na categoria documentário no Festival de Cinema de Paulínia. Com depoimentos inéditos e muito material de arquivo, o filme conta os primórdios, o surgimento e a repercussão das principais bandas de rock surgidas na capital federal no final dos anos 70 e início dos 80: Legião Urbana, Capital Inicial e Plebe Rude. O diretor costura as lembranças dos personagens em suas entrevistas – inclusive uma feita pelo próprio Vladmir Carvalho com o cantor Renato Russo – a cenas daqueles dias, em que fazer rock era tudo que o pessoal de Brasília queria. Além de Renato, também o guitarrista Dado Villa-Lobos (Legião), Philippe Seabra (da banda Plebe Rude), Dinho, Fê e Flávio Lemos (Capital Inicial), entre outros, falam sobre sua experiência – desde a influência do punk inglês e a formação da lendária banda Aborto Elétrico, em 1981, até o sucesso nacional e os dias de hoje. 
 
A FEBRE DO RATO
O festival de Paulínia é uma verdadeira festa de prêmios – praticamente todo mundo ganha alguma coisa. Dizem que é parte da política de incentivo aos cineastas e produtores. Mas, no meio de tanta gente premiada, quem mandou bem mesmo foi o filme “A febre do rato”, do diretor pernambucano Cláudio Assis. O filme recebeu oito prêmios – melhor filme, ator (Irandhyr Santos), atriz (Nanda Costa), montagem, direção de arte, fotografia, trilha sonora e o Prêmio da Crítica. Muito se esperava do filme de Selton Mello, “O Palhaço”, que acabou superado. Mas Selton levou para casa quatro prêmios – melhor diretor, roteiro, figurino e ator coadjuvante, para o incrível Moacyr Franco, que mal aparece no filme mas rouba a cena. O público, que pode votar em seu favorito em totens no local do festival, não escolheu nenhum dos dois – quem levou o Prêmio do Público foi o diretor Carlos Alberto Riccelli, com seu “Onde está a felicidade?”, que também recebeu o prêmio de melhor atriz coadjuvante, para a espanhola Maria Pujalte. Também na escolha dos documentários, o júri, a crítica e o público divergiram – o júri escolheu “Rock Brasília: Era de Ouro”, a crítica “Uma Longa Viagem”, de Lúcia Murat, e o público “A margem do Xingu – vozes desconsideradas”. Em suma, só não ganhou alguma coisa quem era muito ruim mesmo.
 
FESTIVAL DE BRASÍLIA
A comissão de seleção anunciou os filmes que farão parte do 44º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, que acontece a partir de 26 de setembro. Foram escolhidos seis longas para a mostra competitiva: "As Hiper-mulheres", de Carlos Fausto, Leonardo Sette e Takumã Kuikuro,  "Hoje", de Tata Amaral, "Meu País", de André Ristum, "O Homem que não Dormia", de Edgard Navarro, "Trabalhar Cansa", de Juliana Rojas e Marco Dutra e "Vou Rifar meu Coração", de Ana Rieper. Entre os curtas, a mostra competitiva terá 12 filmes - selecionados entre nada menos que 415 inscritos. Para a mostra dos filmes de animação, também foram escolhidos 12 filmes, entre 99 inscritos. Muita gente está produzindo cinema no Brasil, brigando contra as dificuldades, a burocracia da lei do audiovisual e a falta de grana.
 
SÉRGIO E YUKA
O ex-líder e fundador do Rappa, Marcelo Yuka, é uma verdadeira usina criativa. Ele voltou à estrada para lançar um novo álbum, produz o "Mestiço", um projeto de “eletro-indígena-hardcore”, produz também uma banda de pagode formada por presos em regime semi-aberto, escreve poesia, e está montando seus shows para o Rock in Rio e o Black na Cena. Para sorte de quem gosta de rock e, principalmente, para a turma que acompanhou a carreira da banda Tubarões Voadores – o peixe grande de Itaboraí que foi precursor do hardcore e do crossover no Brasil – Yuka conseguiu levar o ex-vocalista dos Tubarões, Sérgio Espírito Santo, de volta ao estúdio. Em entrevista publicada em O Globo, Yuka contou: "quero fazer rock, então me juntei com Sérgio Espírito Santo, dos Tubarões Voadores, uma banda de Itaboraí que, antes dos Raimundos, já usava coisas de baião, antes de Nação Zumbi, já fazia crossovers impensáveis. Eu e Sérgio estamos juntos no Mestiço, um projeto eletro-indígena-hardcore". Coisa boa, com certeza.
 
MUSTANG DE PEÇAS NOVAS
A banda Mustang 65, de Niterói, que toca clássicos do rock e um repertório próprio muito interessante, passou por uma crise em abril, com a saída de três integrantes – o baixista Luiz Cláudio, o baterista Ayrton Jr. e o guitarrista Luciano Barbosa. Gerou certa confusão o fato de quem saiu ter “decretado” o fim da banda, sem avisar a quem ficou. Mas, aparadas as arestas e avisados aos seguidores nas redes sociais, o guitarrista e vocalista Caio Mattos e o tecladista Ricardo Mann procuraram repor as peças do Mustang. Nas baquetas, o antigo “sexto” integrante, Marcelo Borring, assumiu o posto. Para o baixo, Cristiano Mika, ex-integrante da banda Replay, que, com seu estilo “a la” Roger Glover, acrescentou mais peso ao som da banda. E, chegando apenas dois ensaios antes da banda retornar ao palco, o guitarrista Fred Santos, ex-Barbarella, aditivou o combustível do Mustang 65 com solos mais agressivos. A volta aconteceu no início de junho, na Festa de São José em Piratininga, com direito a coisas novas no repertório. Ficou curioso e quer ouvir o Mustang? Passe belo blog da banda – tem músicas para download gratuito.
 
LISTAS
Quem leu o livro “Alta Fidelidade”, de Nick Hornby, sabe que quem gosta de música, geralmente, tem mania por listas – é quase um transtorno obsessivo-compulsivo. As dez melhores isso, as 100 melhores aquilo, chega ao cúmulo de elegerem os melhores figurinos, etc. O livro de Hornby fala de um dono de uma decadente loja de discos abordando sua também decadente vida amorosa através de listas de músicas e listas de mulheres. O filme baseado no livro também é ótimo, com John Cusac e Jack Black, é uma daquelas pérolas pouco valorizadas do cinema. Mas esse papo todo aqui é apenas um motivo para falar que estamos no mês do rock e provocar: qual é a sua lista dos 10 maiores rocks de todos os tempos? Pois é, a minha vai ficar para depois, mas vou deixar aqui a lista do jornalista João Carlos Santana, da CBN, que nessa semana me fez ouvir aos berros a “rádio que toca a notícia” com um monte de rifs de guitarra. A lista do quadro “Sala de Música” – que na verdade tem 15 músicas - está disponível no blog do J. C. Santana, mas gerou polêmica por não ter, por exemplo, alguma música do Elvis, do Pink Floyd, Bob Dylan, do Nirvana, dos Sex Pistols, do Kiss, do Rush, e até mesmo de bandas brasileiras. O fato é que o jornalista escolheu vários clássicos, geralmente mais pesados. Passa lá no blog do cara, que tem também os links para vídeos da músicas escolhidas no Youtube. Em tempo: a coluna “Sala de Música” vai ao ar de segunda a sexta, por volta das 16:10h, na CBN, e no sábado, às 21:30h.
 
 
 
Aviso aos leitores: BALAIO GERAL atrasou dois dias por falta de energia nos transmissores do colunista. Muito trabalho e gripe dá nisso. Pedimos desculpas. Continue prestigiando www.williammendonca.com.
 
NOTA EXTRA: 14 BIS
Pouco depois da publicação da coluna BALAIO GERAL, chegou a notícia do acidente ocorrido com o ônibus da banda 14 Bis – que tirou a vida de um técnico do grupo e deixou 14 feridos. O ônibus que transportava o grupo e seu staff trafegava pela BR 381, que liga Minas ao Espírito Santo, quando saiu da estrada, à altura do Km 481, caindo em um barranco. O acidente aconteceu próximo à cidade de Roças Novas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O 14 Bis, banda mineira que teve origem no progressivo O Terço, mas sempre navegou pelo pop e a mpb, firmou Flávio Venturini como um nome importante da música no país e se mantém na estrada há mais de 30 anos. Como no Brasil – país de dimensões continentais com estradas mal sinalizadas e mal conservadas – viajar é sempre um risco, resta esperar que a banda se recupere do trauma e siga em sua já longa carreira. Afinal, como diz a música, “todo artista tem de ir aonde o povo está”. (17/07/2011 - 14:39h)

 


Publicado por William Mendonça em 17/07/2011 às 10h38
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08/07/2011 18h00
BALAIO GERAL 001 – 08/07/2011

Depois de passar pelas páginas de alguns jornais de Itaboraí e Tanguá – O ALERTA, O GRITO e REAÇÃO – nos últimos anos, a coluna de cultura e variedades BALAIO GERAL, de William Mendonça, passa a ter periodicidade semanal no site www.williammendonca.com.

 
GABRIELA SOU DA PAZ
No dia 1º, sexta-feira passada, na Livraria Saraiva, aconteceu o lançamento do livro “Gabriela Sou da Paz”, que conta a história de Gabriela Prado Maia Ribeiro – morta por uma bala perdida durante uma troca de tiros no metrô da Tijuca, em 200 ... – e do movimento contra a impunidade surgido a partir desse fato. As figuras de genuína coragem de Cleide e Carlos, pais de Gabriela, que fizeram da dor um combustível para a luta, também mereciam essa homenagem. “ Como eu sempre quis, é um livro alto astral, mesmo abordando a trágica perda de uma filha única, nos seus 14 anos de vida”, comenta Carlos Santiago. O livro está à venda pelo site www.gabrielasoudapaz.org.
 
ARTE EM ORATÓRIOS
Vai até 22 de julho, na Casa de Cultura Heloísa Alberto Torres, a exposição “Arte em oratórios – mobiliário do séc XIX”, numa parceria entre a Fundação de Arte e Cultura de Itaboraí (FAC) e o IPHAN. O acervo da mostra, recentemente recadastrado pelo IPHAN, que pertenceu às irmãs Heloísa e Marieta Alberto Torres, e representativo do período colonial e imperial brasileiro. Nas palavras do professor Cláudio Rogério Dutra, diretor de Patrimônio Histórico da FAC, “é uma oportunidade de tomar contato com a memória e a tradição de nossa região através de sua expressão religiosa popular”. Aberta de segunda à sexta-feira, das 9 às 17 horas. A Casa de Cultura fica na Praça Marechal Floriano Peixoto, no Centro de Itaboraí.
 
INSTANTÂNEOS
No último dia 5, também na Casa de Cultura de Itaboraí, aconteceu o lançamento da segunda edição do livro “Instantâneos do Passado”, que apresenta fotos do acervo histórico da cidade, em preto e branco, realizadas em 1992 pelos fotógrafos Marlus Suhet, Márcio Soares e Ronaldo Soares. Esta edição, também realizada pela Prefeitura de Itaboraí através da Fundação de Arte e Cultura (FAC), teve projeto de Sérgio Espírito Santo, textos e entrevistas de William Mendonça, versão para o inglês de Saulo Mattos e projeto gráfico de Fernanda Villa-Lobos. No lançamento, houve um debate sobre patrimônio histórico local e a produção dos “instantâneos”.
 
BILLY BLANCO
Faleceu na manhã de sexta-feira, dia 8, no Rio, um dos precursores da bossa nova – o compositor Billy Blanco, parceiro de artistas do calibre de Tom Jobim, João Gilberto e Baden Powell. Ele tinha 87 anos e estava internado desde outubro do ano passado no Hospital Pan Americano, na Tijuca, para tratamento após ter sofrido um AVC. Billy Blanco era natural de Belém (PA) e mudou-se para São Paulo em 1946, para estudar arquitetura. Dois anos depois, transferiu-se para o Rio de Janeiro. Era considerado o cronistas dessas duas cidades e de seus tipos, que viravam cartões postais em suas letras – como na “Sinfonia do Rio de Janeiro”, composta em 1954 em parceria com Tom Jobim, alguns anos antes do surgimento da bossa nova.
 
SOM NO BECO 2
O Bar do Beco, localizado na mais antiga rua de Itaboraí, a Travessa Espírito Santo (ao lado da Igreja Matriz) vai realizar no próximo domingo, dia 10, a segunda edição do evento “Som do Beco”. Os shows começam às 20 horas, com as bandas Chapakenti, DeLaufers e Biokimi-K, além dos DJs Mau e Marbig. A entrada é baratinha: R$ 5,00.
 
CILADA.COM
Numa semana em que quase ninguém teve coragem de estrear no cinema – porque no dia 15, “Harry Potter” vai tomar a maioria das salas de exibição do país – o destaque é “Cilada.com”, uma comédia baseada na série de Bruno Mazeo. É cinema-pipoca, feito para divertir sem compromisso – fica claro desde o argumento do filme que ninguém teve ali a intenção de fazer “cinema de arte”. A estreia, com 400 cópias e campanha de blockbuster, mostra que, pelo menos nesta semana, não tem para ninguém. Resta saber se a história do cara que tem um vídeo com sua péssima performance sexual postado no Youtube pela ex-namorada vai recuperar o investimento apenas nessa primeira semana ou aguentar mais algumas semanas depois da chegada do último episódio da saga de Harry Potter às telas.
 
HARRY POTTER
A incrível expectativa para o lançamento de Harry Potter e as Relíquias da Morte – parte 2”, que acontece no dia 15, leva a crê que o último filme da saga do bruxo adolescente criado por J. K. Rowling será o maior sucesso da temporada – e também da série. A pré-estreia, que parou Londres no último dia 7 – com direito a tapete vermelho na Trafalgar Square e a uma réplica do Beco Diagonal para visitação dos fãs – deu mostras da histeria coletiva que envolve o filme. A fila para conseguir um ingresso deixou centenas de fãs dois dias acampados no local. É claro que os fãs de Harry Potter já sabem o final da história – o livro foi lançado há alguns anos, mas isso pouco importa. 400 milhões de livros vendidos, traduções em 70 línguas, mais de US$ 6,4 bilhões de faturamento com os sete filmes anteriores, Harry Potter, ou melhor, sua autora, até poderia se chamar Midas.
 
TEMPO DE FESTIVAIS
Um dos principais festivais de cinema brasileiros está rolando, e outro está prestes a começar. O de Paulínia começa, oficialmente, no dia 8 – mas desde o dia 7 está movimentando a cidade paulista, com a exibição do filme “Corações Sujos”, de Vicente Amorim, que não faz parte da mostra competitiva. São 6 longas-metragem e 15 curtas competindo e um dos mais aguardados é “O palhaço”, segundo trabalho de Selton Melo como diretor, exibido no dia de abertura. Selton ganhou o festival em 2008, com seu filme de estreia, "Feliz Natal". Nas noites do festival de Paulínea, após a exibição dos filmes, acontecem shows com artistas de primeira linha, como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Seu Jorge e Vanessa da Matta. No dia 15, a coordenação do Festival de Cinema de Brasília anuncia os filmes que farão parte da mostra competitiva deste ano. Só de curtas-metragens foram mais de 400 inscritos, o que dá bem o panorama da produção cinematográfica do país na atualidade.
 
ROCK MESMO
Enquanto a maioria das atrações do Rock’n Rio deste ano passam longe da definição de rock, alguns shows programados para o circuito nacional são rock mesmo. É claro que o 
Rock’n Rio é apenas uma marca, que talvez fosse mais honesta como “Pop’n Rio”, até porque há atrações nada roqueiras no festival desde a sua primeira edição, em 1985. Mas sobre rock, a boa notícia é que Roger Waters, o baixista e ex-líder do Pink Floyd, vai retornar ao Brasil em março do ano que vem com seu mega-show “The Wall” – que traz todo o repertório do disco/filme do grupo, que já é um clássico. Ele já passou por aqui com este show, que traz um telão monstruoso em forma de muro, som quadrifônico, efeitos especiais e até o impagável porco voador ... Resumindo: a parafernália do Pink Floyd no auge do sucesso, com toques fundamentais do século XXI. Quem já viu diz que ninguém sente falta do guitarrista David Gilmour (o que eu duvido). As datas confirmadas pela produtora são 17 de março em Porto Alegre, 21 e 22 em São Paulo e 25 no Rio de Janeiro.
 
O ASTRO
A Globo tentou de tudo para resolver o problema da perda de audiência nos fins de noite – minisséries, séries de humor, séries de suspense, programas jornalísticos, etc. Como nada deu certo, nada como apostar no seu melhor produto – as novelas. Melhor ainda: refilmar uma novela clássica, da maior autora de todos os tempos. É assim com “O Astro”, texto atualizado de uma obra de Janete Clair, que marcou época. Rodrigo Lombardi, depois do sucesso como o Mauro de “Passione”, assume o papel que foi de Francisco Cuoco na versão original – um vidente com ares de charlatão. A passagem de bastão entre os protagonistas acontecerá na própria novela, pois Cuoco fará uma espécie de mestre de Herculano Quintanilha – que passa os segredos da magia ao discípulo quando os dois estão na prisão. O horário é o das 11 da noite e os responsáveis pela adaptação do texto são Geraldo Carneiro e Alcides Nogueira. A fórmula é boa. Se vai dar certo, é outra coisa.
 
UM ZEUS NOS ACUDA
Quem gosta de teatro deve ir arrumando uma data na agenda para assistir, no próximo final de semana, à peça “Um Zeus nos acuda”. Dirigida por Zeca Palácio, a peça estreia no próximo dia 15, às 20 horas, com temporada relâmpago de apenas um fim de semana no Teatro Municipal João Caetano. O texto é de Allan Rhangel e a música de Davi Vianna. Ingressos a R$ 12,00 (R$ 6,00 para estudantes).
 
BIBLIOTECA REABERTA
A Biblioteca Estadual de Niterói foi reaberta ao público no dia 5, depois de quase quatro anos fechada para reformas, que custaram 4 milhões de reais. O acervo da BEN conta com mais de 60 mil peças, entre livros, CDs e DVDs, e o prédio histórico localizado na Praça da República, no Centro de Niterói, passou por reformas na fachada, iluminação interna, pisos e outros itens. Glória Blauth, que havia se aposentado depois de 38 anos de trabalho no local, foi convidada a voltar e assumir a direção da Biblioteca, que agora investe também na interatividade e na busca por um público mais jovem.
 
FLIP EM DUAS RODAS
A nota mais legal sobre a Feira Literária Internacional de Paraty (FLIP) foi, certamente, a presença do músico, cineasta e escritor David Byrne, o ex-líder dos Talking Heads - grupo icônico do rock dos anos 80. Ele veio ao Brasil na sua peregrinação em defesa dos meios de transportes ecológicos e, mais especificamente, das bicicletas. A nota triste é que ele descartou a volta dos Talking Heads, considerando que o trabalho do grupo ficou muito bem registrado na sua época áurea. A nota feliz fica por conta do seu livro "Diários de bicicleta", falando da experiência do músico com as bikes, que começou para fugir do esquema das turnês do grupo - ele aproveitava para conhecer melhor as cidades por onde passava. Depois da FLIP, Byrne vai participar de um fórum sobre "Cidades, bicicletas e o futuro da mobilidade", no Sesc Pinheiros, em São Paulo.
 
 

Publicado por William Mendonça em 08/07/2011 às 18h00
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04/07/2011 08h00
A NOVA CARA DO SITE www.williammendonca.com

Os visitantes do site vão notar algumas mudanças, a partir do mês de julho de 2011, fruto de uma reformulação do projeto original. Conheça agora algumas das mudanças

 
COLUNAS:
Aproveitando o espaço do blog do site, estamos ampliando o 
espaço para o jornalismo cultural e de variedades, que vez por 
outra surgia por aqui. Algumas colunas criadas e escritas por 
William Mendonça, que inicialmente figuravam em jornais, 
passam a ocupar espaço fixo no blog do site, com dia da 
semana para publicação e numeração sequencial. Fique de olho 
nas datas:
BALAIO GERAL - Publicada às sextas-feiras. Fala sobre 
as estreias do cinema, novidades da música, literatura, teatro, 
cultura em Itaboraí, Tanguá e cidades vizinhas e 
comportamento.
Outras colunas virão. É só aguardar.
 
TEXTOS DIÁRIOS:
A publicação de textos, que inicialmente tinha apenas o aspecto 
de apresentar uma amostra do trabalho literário de William 
Mendonça, agora passa a ser diária. Assim, o leitor sempre 
encontrará alguma novidade ao passar pelo site.
Dentro do possível, haverá datas fixas para a publicação de 
alguns gêneros literários, para facilitar a vida do leitor, a saber:
CRÔNICA - Uma crônica semanal, na segunda-feira.
BIOGRAFIAS - Para dar agilidade à publicação das séries de 
perfis biográficos "Histórias de Poetas" e "Gente de Teatro", 
haverá três dias da semana com novos textos: terça-feira, 
quinta-feira e sábado. Outras séries passarão a ser publicadas 
em 2012.
SONETOS - Apresentando o acervo de sonetos escritos por 
William Mendonça, sempre aos domingos.
POEMAS EM GERAL - Outros poemas serão publicados nas 
quartas-feiras.
OUTROS TEXTOS - Nas sextas-feiras, o espaço para outros 
textos de William Mendonça - contos, cenas de peças de teatro, 
cordéis, etc.
 
PUBLICAÇÃO DE LIVROS:
E-BOOKS - Continua a iniciativa de publicação de e-books, com 
download gratuito. Outros quatro serão publicados, um por mês, 
até outubro: um de sonetos, duas peças de teatro e um de 
poemas. O projeto é publicar toda a obra de William Mendonça 
em e-book até o final de 2012.
LIVROS IMPRESSOS - Após a estruturação da Editora Cia. de 
Duques - criada no início do ano -  os livros de William 
Mendonça já possuem um cronograma para publicação em 
versão impressa. Os livros poderão ser reservados e 
comprados pelo site a partir de agosto. Aguardem novas 
notícias.
 
RELACIONAMENTO:
TROCA DE LINKS - Você escreve ou realiza algum trabalho na 
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com a gente e deixe o seu link, para publicarmos na página de 
links do site. Quem faz cultura, divulga cultura.
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Publicado por William Mendonça em 04/07/2011 às 08h00
 
01/07/2011 08h00
ESTATÍSTICA GERAL DO SITE www.williammendonca.com

 

O site passará a publicar semestralmente, sempre em 1º de 
julho e 1º de janeiro, as estatísticas de acesso e os destaques
entre os textos, e-books e áudios disponíveis. O objetivo é 
manter o leitor informado, orientar possíveis apoiadores e 
sistematizar uma prática que já vinha sendo adotada, de forma
esporádica, pela administração do site. A fonte dos dados é o 
provedor do site www.williammendonca.com, o Recanto das 
 
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E-BOOKS:
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Destaques: os livros Viajante Noturno e Realidade Nua e Crua
com mais de 250 downloads cada um
 
TEXTOS:
23635 LEITURAS
Média: 156 por texto
Destaques: a crônica Orfeu, o mito reinventado, há mais de dois 
anos o texto mais lido, com 1845 leituras, e as séries de 
crônicas e de biografias, com oito textos cada entre os vinte 
textos mais lidos do site.
 
BLOG:
12498 LEITURAS
Média: 201 leituras por post
Destaques: as colunas culturais de William Mendonça (Informe 
Cultural e Balaio Geral), com duas postagens com mais de 380
leituras cada, liderando as estatísticas.
 
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Média: 210 audições por arquivo
Destaque: A música Dama da Noite, a primeira a ser 
disponibilizada no site, que é a mais ouvida há quatro anos, 
com 646 audições, o dobro do segundo arquivo mais ouvido, o 
 
 
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acessa uma página do seu site. Em uma mesma visita, o 
visitante pode acessar diversas páginas.
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seu site, não importando quantas páginas ele acesse. Um 
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